Parque Ibirapuera

Após várias visitas em dias úteis e finais de semana, relato a seguir, desde a infraestrutura até a história do Parque Ibirapuera, que fica na Zona Centro-Sul de São Paulo e tem uma área de 1.584.000 e uma grande diversidade de serviços de lazer para a população em geral. Nos domingos chega a receber 120.000 frequentadores (é o parque mais visitado de São Paulo), número maior do que a população de muitas cidades brasileiras.


Avaliação geral para o parque: (0 a 5): 4,7

O horário de funcionamento do parque é das 5 à 0h, sendo que os portões 2, 3, 5 e 10 permanecem abertos durante todo esse período. O portão 7A fecha às 17:00h. Os de números 7 e 8 fecham  às 20h e o 9A às 20:30h. Os portões 4, 6 e 9 são fechados às 22h. Essas informações foram obtidas no telefone da administração do parque. 

O parque tem cerca de 380 funcionários e sua administração gerencia um orçamento anual de R$40 Milhões.

Os pedestres podem entrar pelos portões 2, 3, 4, 6, 7A e 10.Ver mapa abaixo com a localização dos portões.



Para ir ao parque (ver como, no mapa aqui), há inúmeras linhas de ônibus que passam muito próximas e que podem ser utilizadas (v. aqui).

Para estacionar veículos, entrem pelo portões 3 ou 7 do parque, acessando aos bolsões existentes. Saliento que  o estacionamento é pago (Zona Azul). Uma folha do talão, diferentemente do normal, dá direito a 2 horas. Nos finais de semana, normalmente, os bolsões ficam muito cheios, mas há ruas próximas, onde se pode estacionar (atenção para as placas existentes, pois em alguns locais é exigida folha de Zona Azul preenchida, mesmo aos domingos).

No aspecto segurança, durante o dia, observei a presença de policiais da GCM, transmitindo tranquilidade aos usuários do parque. À noite, por informações de terceiros, redobre a atenção ao entrar e sair do local, especialmente pelo portão 7, pois o caminho é um pouco ermo até as pistas internas.

Não há restrições à entrada de animais domésticos (desde que estejam presos com guia e fucinheira para os "bravos"), bem como a skates, bicicletas e assemelhados


Ciclofaixa
Recomendo muita atenção, especialmente nos finais de semana de grande movimento de visitantes, quanto ao tráfego de bicicletas que deveriam andar unicamente pelas ciclofaixas, mas que nem sempre seus condutores cumprem isso. Infelizmente, a recíproca também é verdadeira (pedestres invadem as ciclofaixas). Há casos de acidentes por essa causa. Com crianças, o cuidado deve ser redobrado, quando próximas das ciclofaixas ou ao atravessá-las!

No Parque Ibirapuera, próximo aos Portões 3 e 4, pode-se descartar em local próprio seu "lixo eletrônico". Recolhe-se todo e qualquer material abastecido por pilhas, baterias e energia elétrica, exceto lâmpadas e "tonners".

Para informações gerais sobre o parque, ligue para 5574-5045/5505.

Infraestrutura:
Pista de Cooper (1,5 Km), Ciclofaixa de 3Km, parque infantil, quadras esportivas, sanitários, Viveiro Manequinho Lopes, Planetário e Escola Municipal de Astrofísica Professor Aristóteles Orsini, Pavilhão Japonês, Museu de Arte Moderna (MAM), Universidade Aberta de Meio Ambiente e Cultura de Paz (UMAPAZ), Museu Afro-Brasil, Herbário, Jardim de Esculturas, Fundação Bienal e o Auditório Ibirapuera. Praça Burle Marx, Fonte Multimídia, lanchonetes, restaurante, sorveteria, banca de jornais e revistas, áreas de estar, bicicletário com aluguel de bicicleta, serraria (local utilizado para práticas corporais), Praça da Paz, Escola de Jardinagem e Centro de Convivência e Cooperativa (CECCO Ibirapuera).

Fauna:
O parque tem 163 espécies de animais detectados. Aranhas, peixes, anfíbios, cágados, gambás, morcegos e 142 espécies de aves. Já foram observadas espécies migratórias como colhereiro, cabeça-seca, marreca-parda, que voam por longas distâncias e descansam nos ambientes deste parque. Aves ameaçadas de extinção como o papagaio-verdadeiro, maracanã-nobre e a araponga visitam o parque em busca das arvores frutíferas. Por ser uma ilha verde em meio à metrópole acaba fornecendo área de descanso para as aves que realizam deslocamentos, a exemplo das visitas da araponga na primavera. Chegam também aves migratórias como o falcão-peregrino, as incansáveis juruviaras, andorinhão-de-coleira e andorinhão-do-temporal. A fauna é rica em psitacídeos (papagaio, periquitos e maitacas), beija-flores, pica-paus e pombos silvestres. Há registros interessantes como o gavião-de-cauda-curta, gavião-de-cabeça-cinza, papa-lagarta, sabiá-ferreiro e o arapaçu-do-cerrado. Recentemente foram detectados o curiango, a curicaca e o periquito-tiriba, este último espécie endêmica de Mata Atlântica.

Vegetação:

Vegetação implantada constituída de eucaliptal com subosque, jardins, bosques heterogêneos e gramados, com alamedas de figueira-lacerdinha, seafórtia, alecrim-de-campinas, ipê-rosa, chichá e alfeneiro. Há conjuntos de sete-capotes, jaqueira, pinus e carvalho-brasileiro, e exemplares isolados de espécies nativas e exóticas como pau-ferro, banyan-da-índia, pau-brasil e tamareira-das-canárias. Num trecho do Córrego do Sapateiro há vegetação ribeirinha espontânea protegida por uma cerca.


Para ver a programação geral do parque (esportiva e cultural), que aliás é intensa e diversificada, clique aqui.


História:
No início da colonização, a região do Ibirapuera (em tupi-guarani Ypy-ra-ouêra = pau pôdre ou árvore apodrecida), era uma aldeia indígena, que compreendia uma vasta área de terras que iam além do bairro de Santo Amaro. Com o crescimento da Província, a planície passou a ser uma área de chácaras e pastagens, destinada às boiadas que seguiam para o Matadouro Municipal, localizado no bairro da Vila Mariana, e para os animais que puxavam os carros do Corpo de Bombeiros da cidade, tanto que o local era chamado de Invernada dos Bombeiros. Em 1906, uma lei estadual transferiu a área para o Município de São Paulo.

No final da década de 20, o Prefeito Pires do Rio decidiu criar um parque dos existentes na Europa, como o Bois de Bologne em Paris, o Central Park em Nova Iorque, ou o Hyde Park em Londres. Mas como o terreno era alagadiço, um funcionário da prefeitura, Manuel Lopes de Oliveira, conhecido como Manequinho Lopes, iniciou um 1927 o plantiu de centenas de eucaliptos australianos, com a finalidade de drenar o solo e eliminar o excesso de umidade. Também plantou um grande número de espécies ornamentais e exóticas, destinadas a arborizar as ruas e praças da cidade, e cujas mudas também eram distribuídas à população.

Dessa paixão de um modesto e esforçado funcionário da Prefeitura pelas plantas, o que era um charco virou paisagem. Nascia, assim, o embrião do Parque do Ibirapuera, com um raro acervo de árvores e plantas que hoje encantam seus visitantes e frequentadores.

Em 1951, faltando três anos para a comemoração do IV Centenário, da cidade de São Paulo, uma comissão mista, composta por representantes da Prefeitura, do Estado e da iniciativa privada é instituida pelo Govemador Lucas Nogueira Garcez e pelo Prefeito Armando de Arruda Pereira para que o Parque do Ibirapuera se tornasse o marco desta data. Sob o comando de Francisco Matarazzo Sobrinho, o "Cicillo", esta comissão elaborou um programa de prioridades para o Parque. A idéia central que norteava esta obra seria de unir a modernidade urbana através de uma arquitetura arrojada com um projeto paisagístico não menos avançado. Para tanto, o arquiteto Oscar Niemeyer se responsabilizou pelo projeto arquitetônico. Já o projeto paisagístico ficou sob a responsabilidade de Burle Marx. 

Apesar de todos os esforços visando inaugurar o parque em 25 de janeiro de 1954, data do IV Centenário de São Paulo, isto somente viria acontecer em 21 de agosto de 1954 (Aniversário do Parque do Ibirapuera, data em que foi entregue à população). Na ocasião, 13 Estados e 19 países estiveram presentes na festividade montando 640 estandes. Um dos participantes, o Japão, chegou a construir uma réplica do Palácio Katura, com material importado e que é uma das atrações hoje do Parque, hoje chamado de Pavilhão Japonês.

Vale a pena

  • Percorrer a pista de Cooper com seus 2 Km;
  • Almoçar no restaurante ao lado do MAM (além de boa comida, a vista do parque é muito bonita);
  • Atravessar a Ponte de Ferro sobre os lagos;
  • Visitar o Viveiro Manequinho Lopes com suas estufas;
  • Assistir um evento musical na parte de trás do Anfiteatro (v. programação no link já citado); 
  • Caminhar tranquilamente a beira dos lagos, admirando a paisagem e as aves;
  • Visitar o Pavilhão Japonês na ocasião da florada das cerejeiras (julho/agosto) e
  • Percorrer o Jardim de Esculturas, em frente ao MAM, observando as 30 obras que estão no local.

Ver abaixo, vídeo feito no parque por ocasião da florada das cerejeiras no início de agosto de 2012.



Seguem fotos tiradas em dias distintos de visitas ao parque.








Florada das Cerejeiras próximas ao Pavilhão Japonês (Agosto/2012)


Florada das Cerejeiras próximas ao Pavilhão Japonês (Agosto/2012)


Artistas e Obras constantes do Jardim

Localização do Jardim
Árvores (Pau Ferro) no interior do parque

Monumento à Tamandaré

Panorâmica do Monumento à Tamandaré

Sino do Encouraçado São Paulo

Monumento à Tamandaré


Escola Municipal de Astrofísica

Escola Municipal de Astrofísica

Panorâmica da Escola Municipal de Astrofísica

Panorâmica da Escola Municipal de Astrofísica



Escola Municipal de Astrofísica

Escultura na entrada da Escola Municipal de Astrofísica

Escultura na entrada da Escola Municipal de Astrofísica

Flamingo


Pista no interior do parque
Visão panorâmica do lago e pistas

Pista e ciclofaixa (à direita)


Carro com policiais da GCM patrulhando o parque











Ciclofaixa

Ponte de Ferro





Ponte de Ferro



Planetário










Entrada do Auditório Ibirapuera (Fachada Norte)


Auditório Ibirapuera (Fachada Sul). Há apresentações para o público ao ar livre.



Praça do Leão

Administração do Parque

Estacionamento

Oca










Planetário

Ponte de Ferro
















Projeto "World Bike Tour" quando esteve em São Paulo


Projeto "World Bike Tour" quando esteve em São Paulo

Projeto "World Bike Tour" quando esteve em São Paulo









Pista de Cooper

Pista de Cooper










Ciclofaixa

Sanitário





Sanitário

Pista de Cooper




Escola de Jardinagem_Campo Experimental





Painel para divulgar exposição no MAM




Entrada para o MAM e Restaurante


Painel para divulgar exposição no MAM

Entrada do MAM e Restaurante

As fotos a seguir foram feitas no outono de 2012:







Monumento às Bandeiras de Victor Brecheret















Reprodução da escultura "Laocoonte", de Agesandro, Atenodoro e Polidor. Original fica no Vaticano.



Lixeiras para material eletrônico (Abril 2012)


Que material pode ser descartado nessas lixeiras

2 comentários:

  1. Adorei este passeio pelo IBIRA . Como conseguiu tirar tantas fotos com quase nemhum passante?
    Favor informar em que ponto fica o " Lixo Eletro-nico" ?

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  2. Normalmente, quando a trabalho, vou em dias e horários com baixa frequência de público. Além disso, tenho uma grande preocupação em garantir a privacidade das pessoas, descartando fotos que possam identificá-las ou usando "ferramentas" que as "apagam ou borram", como no Google Maps.
    As lixeiras para descartes de material eletrônico estão quase em frente ao Portão 4, ao lado do Portão 3 do parque, sendo que este dá acesso aos veículos para o estacionamento interno.

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