Adicionando mais um local ao tema "Áreas Verdes das Cidades", vamos descrever desta vez o Parque Villa-Lobos, que tem uma área de 732.000 metros quadrados e situa-se na Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 2001, Zona Oeste da Capital (v. aqui). Nos domingos recebe em torno de 30.000 visitantes, sendo administrado pela Secretaria do Meio Ambiente do Governo do Estado de São Paulo.Avaliação geral para o parque: (0 a 5): 4,4.
O horário de funcionamento do parque é das 6 às 18h, sendo prorrogado até às 19h durante a vigência do horário de verão.
Neste link podemos ver um mapa que mostra o parque com sua localização, atrações e informações gerais (estacionamentos, portões de entrada, etc.). Sugiro imprimí-lo, levando-o quando da visita, pois facilita desfrutar da infraestrutura do parque. Destaque para a ótima sinalização por meio de placas em todo o parque.
Além dos estacionamentos mostrados no mapa mostrado no link, nos domingos é possível parar em alguns trechos na própria Av. Prof. Fonseca Rodrigues (atentem para as placas no logradouro).
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| Localização do parque |
Quanto à segurança, observei a presença de vigias e alguns policiais (há um quartel da PM no parque), que inspira tranquilidade aos usuários do parque.
Não há restrições à entrada de animais domésticos (desde que estejam presos com guia e fucinheira para os animais maiores), bem como para skates e bicicletas, que podem ser alugados na entrada principal do parque.
Por meio dos telefones (11) 3023-0316/2229 poderão ser obtidas informações gerais sobre o parque.
O Villa-Lobos possui ciclovia, quadras poliesportivas, campos de futebol, “playground” e bosque com espécies de Mata Atlântica. A área de lazer inclui ainda aparelhos para ginástica, pista de Cooper, tabelas de “street basketball” e um anfiteatro aberto com 750 lugares, sanitários adaptados para deficientes físicos (conservados e limpos) e lanchonete.
As mais novas atrações são o "Espaço Villa Ambiental", o circuito "Vai pela Sombra", o "Orquidário Ruth Cardoso", o "Circuito das Árvores" e o espaço ao ar livre onde se ouvem músicas de Villa-Lobos ("Ouvillas").Está em fase de construção um prédio que abrigará o Centro de Referência em Educação Ambiental (CEREA), onde serão disponibilizadas várias publicações e DVDs sobre o meio ambiente, além de palestras, oficinas e cursos sobre o assunto.
A programação cultural oficial do parque poderá ser consultada por meio do link Parque Villa-Lobos_ Agenda.
A seguir, vamos conhecer um pouco da inusitada e curiosa história do Parque Villa-Lobos (extraída do seu site oficial):
"A história do parque Villa-Lobos é um pouco diferente da de outros parques. Antes de 1989, a área onde está hoje destoava muito dos arredores da região de Alto de Pinheiros. Na sua porção mais a oeste havia um depósito de lixo da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (CEAGESP), onde cerca de oitenta famílias recolhiam alimentos e embalagens. Na parte leste, vizinha ao atual Shopping Villa-Lobos, era depositado material dragado do Rio Pinheiros e na porção central o antigo proprietário permitia o depósito de entulho da construção civil.

Em 1987, ano de comemoração do centenário de nascimento de Heitor Villa-Lobos, foram apresentados os primeiros estudos visando à implantação de um parque temático contemporâneo na área. Os Decretos Estaduais 28.335 e 28.336/88 destinavam os 732 mil m² à implantação de um “parque de lazer, cultura e esporte". Os moradores da região receberam bem a proposta, principalmente por eliminar os problemas causados pelos usos que na época a área apresentava.
O projeto original, elaborado pelo Arquiteto Décio Tozzi, previa uma "cidade da música". O local teria viveiro para pássaros, ilha musical, passeio Uirapuru, auditórios, Teatro de Ópera e Centro de Convivência Musical.
Em 1989, o parque Villa-Lobos começou a ser implantado pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica – DAEE. Foram removidas as famílias que viviam no local, retirados 500 mil m³ de entulho com mais de 1 metro de diâmetro, e movimentados 2 milhões de m³ de entulho e terra para acerto das elevações existentes. O córrego Boaçava, que passava pela área, foi canalizado.
Em janeiro de 2004, a administração do parque foi transferida para a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SMA). No mesmo ano, foi iniciada a execução de intervenções emergenciais para solucionar problemas de manutenção existentes no local. Também começou a elaboração de projetos executivos para a área de expansão do parque, adequados à legislação atual e ao terreno, com base no projeto original.
No período de 2004 a 2008, foram plantadas 12 mil mudas em uma área de 120 mil m2, entre as quais 1.200 ipês de oito espécies, 110 roxos e 550 amarelos, árvore-símbolo de São Paulo. O projeto paisagístico do parque é do Engenheiro Agrônomo e paisagista Rodolfo Geiser, mas foi posteriormente adequado para o plantio realizado entre 2004 e 2006 de maneira a atender às Resoluções da SMA sobre a diversidade de espécies. Esta adequação foi possível principalmente devido a maior oferta de mudas de espécies nativas, com alta diversidade e com porte adequado para as situações de um parque em pleno uso.
Sendo assim, o parque foi entregue concluído em 2006 com aproximadamente 24 mil árvores plantadas em covas de mil litros de substrato, após a remoção de entulho e troca de solo. Em 2008 foram plantadas mais 800 mudas referentes ao Termo de Compromisso de Recuperação Ambiental da Autoban, para enriquecimento dos bosques. Dando continuidade ao processo de recuperação da área, em 2009, a SMA recebeu novamente um TCRA da CCR-AutoBAN, para plantio de 8.404 árvores nativas, plantio concluído em abril de 2010. Entre as 8.404 mudas plantadas, 760 são mudas de mais de três metros de altura e foram plantadas ao longo das pistas de caminhada e da área central, visando proporcionar mais sombra aos usuários. As demais 7644 são mudas arbóreas com aproximadamente 1,5m de altura e foram plantadas nos bosques para um enriquecimento de biodiversidade que ajudará no futuro a substituição natural de espécies primárias para secundárias, de tal forma que a vegetação do parque consiga manter-se naturalmente.
Para a escolha das espécies contamos com a assessoria do Arq. Paisagista Arnaldo Rentes e do Biólogo Alexandre Soares, que consideraram em especial o plantio de espécies que atraem a avifauna, além da adequação às diferentes condições do solo e exposição ao sol e vento no Parque".
Vale a pena: - Visitar o Orquidário Ruth Cardoso;
- Percorrer os espaços "Ouvillas", "Vidas" e o "Circuito das Árvores" e
- Pedalar pela ciclovia.
Vejam fotos do local a seguir:
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| Entrada principal |
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| Entrada do parque com a tenda que aluga "bikes" à esquerda |
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| Vista após o portão de entrada |
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| Vista panorâmica após o portão de entrada |
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| Placas indicativas |
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| Equipamentos para exercícios físicos |
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| Área gramada com vários bancos de madeira |
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| Prédio em construção do CEREA (entrega prevista para o final do primeiro semestre 2012) |
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| Playground para crianças |
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| Orquidário Ruth Cardoso (fundos) |
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| Orquidário Ruth Cardoso (fundos) |
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| Quadra poliesportiva |
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| Visão panorâmica desde o Orquidário |
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| Interior do Orquidário |
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| Interior do Orquidário |
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| Descrição das espécies expostas no Orquidário |
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| Interior do Orquidário Ruth Cardoso |
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| Entrada do Orquidário Ruth Cardoso |
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| Visão panorâmica de uma das quadras e do Orquidário |
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| Bebedouro |
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| Panorâmica da área "Vai pela Sombra" |
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| Trilha na "Vai pela Sombra" |
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| Trilha na "Vai pela Sombra" |
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| Trilha na "Vai pela Sombra" |
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| "Espaço Vida" |
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| "Espaço Vida" |
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| "Espaço Vida" |
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| "Espaço Vida" |
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| "Espaço Vida" |
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| Espaço "Ouvillas" ao fundo |
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| Escultura de Calabrone |
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| Ciclovia e pista para caminhada (são independentes e evitam acidentes) |
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| Passarela suspensa do "Circuito das Árvores" |
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| Passarela suspensa do "Circuito das Árvores" |
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| Vista do "Circuito das Árvores" |
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| Pássaros que podem ser vistos no "Circuito da Árvores" |
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| Vista panorâmica do mirante do "Circuito das Árvores" |
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| Passarela suspensa do "Circuito das Árvores" |
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| Passarela suspensa do "Circuito das Árvores" |
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| Mesa para piqueniques |
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| Vista panorâmica do espaço "Ouvillas" |
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| Um dos painéis que contam a vida de Villa-Lobos no "Ouvillas" |
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| "Ouvillas" cercado dos painéis com a história do maestro |
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| Um dos vários alto-falantes que circundam o "Ouvillas" transmitindo músicas de Villa-Lobos |
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| Exposição de arte pública (Labirinto feito de lixo reciclável) |
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| Exposição de arte pública (Labirinto feito de lixo reciclável) |
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| Exposição de arte pública (Labirinto feito de lixo reciclável) |
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| Exposição de arte pública (Labirinto feito de lixo reciclável) |
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| Painéis com a história cronológica da vida de Villa-Lobos |
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| Instrumentos musicais e mais história... |
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| "Villa Ambiental" |
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| Campo de futebol |
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| Tendas que vendem alimentos e bebidas ao lado da entrada/saída principal do parque |
O Parque Villa Lobos é ,para mim,um dos espaços mais agradáveis de São Paulo.É organizado,limpo e cheio de gente bonita.
ResponderExcluirConcordo, Márcia
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