Visitamos o Parque do Carmo numa 4a. feira, que fica localizado no bairro de Itaquera, na zona lesta da capital e tem por volta de 2.400.000 m² de área. Recentemente foi ampliado em cerca de 840.000 m² em área onde funcionou o extinto Aterro São Mateus. Além da natureza para se curtir, tem uma boa programação cultural e esportiva, incluindo o "Bosque da Leitura", que pode ser vista acessando aqui.
Para chegar ao parque (Av. Afonso de Sampaio e Souza, 951) há inúmeras linhas de ônibus, entre as quais a 2522-10 Shopping C. L. Aricanduva – Vila Progresso, 3027-10 Shopping Aricanduva – Vila Minerva, 3406-10 Terminal Pq. D. Pedro II – Cohab Juscelino, 3760-10 Metrô Tatuapé – Jardim Cibele, 3760-42 Metrô Tatuapé – Jd. N. Sra. do Carmo e 3774-10 Metrô Tatuapé – Jd. Soares. Há um estacionamento gratuito para veículos com entrada pela Av. Osvaldo Pucci, ao lado de um Distrito Policial.
Infraestrutura: Museu do Meio Ambiente, lagos, estacionamento, anfiteatro natural, aparelhos de ginástica (barras), campos de futebol, ciclovia, pista de cooper, planetário (que está em reforma), playgrounds, quiosques e cerca de 80 churrasqueiras. Gramado para piquenique, sanitários, "Bosque de Leitura" e Viveiro.
Não há lanchonetes no parque. Água, refrigerantes e "petiscos" podem ser comprados de ambulantes que ficam nas principais entradas do local.
Fauna: Um dos parques com maior diversidade de fauna, no qual foram constatadas 134 espécies, sendo 117 de aves. Fazem uso do lago garças, mergulhão-pequeno e irerês. As diferentes paisagens do Carmo oferecem a oportunidade de observar aves ameaçadas de extinção como o majestoso gavião-pega-macaco, as inquietas maracanãs-nobre e o papagaio-verdadeiro, que ali nidificam. Por dispor de um remanescente de Mata Atlântica, podem-se observar espécies endêmicas como a borralhara-assobiadora, pica-pauzinho-verde-carijó, pula-pula-assobiador e espécies florestais como a choquinha-lisa e a choca-da-mata de difícil observação, porém traídas por suas vocalizações. Quando se trata de cantos não podemos deixar de citar o trinca-ferro-verdadeiro, o melro e canário-da-terra. Coruja-orelhuda, coruja-buraqueira e curiangos são exemplares de aves noturnas com manifestação sutil e, por isso, difíceis de serem avistadas. Várias espécies de beija-flores ocorrem na área. Espécies vistosas como o sanhaçu-de-fogo, saíra-viúva, saí-azul, fim-fim e saí-andorinha também podem ser observadas. Dentre os mamíferos, há ocorrência de veado-catingueiro, gambá-de-orelha-preta, preguiça-de-três-dedos, tatus, caxinguelê e ouriço-cacheiro. Flora: Remanescentes da Mata Atlântica, com mata ciliar, campos antrópicos, brejos e gramados, encontrando-se espécies nativas e exóticas como angico-branco, araribá, pau-brasil, pau-ferro, jacarandá-paulista, quaresmeira, gameleira, seafórtia, pau-jacaré e grevilha-gigante. Ocorrem áreas com eucaliptal, um cafezal, pomar e bosque de cerejeira-de-okinawa. Hoje o parque possui 2.300 árvores de cerejeiras que florescem uma vez ao ano e é considerado o 2º maior Bosque das Cerejeiras no mundo fora do Japão.
Não há restrições para animais domésticos, desde que estejam, no caso de cães, em guias ou focinheiras, para os maiores ou bravos.
Há vários vigias no parque, conferindo-lhe segurança.
História: A área pertencia à fazenda de Oscar Americano de Caldas Filho, que ali costumava passar os finais de semana com a família e amigos. O casarão da fazenda foi mantido como parte das edificações do parque. Na região há grande comunidade nipônica, que todos os anos se reúne em volta do Bosque das Cerejeiras. Esteiras são estendidas sob as cerejeiras e as pessoas observam a chuva de pétalas, tal como acontece no Japão.
Informações gerais do parque, inclusive sobre a programação cultural, podem ser obtidas pelos telefones da administração 2746-5001 e 2748-0010.
Como oportunidades de melhorias:
Implantar/Melhorar a sinalização interna do parque por meio de placas indicativas de suas atrações.
Vale a pena:
Caminhar e/ou correr pela pistas existentes, observando a flora e fauna (vastíssima) acima descritas;
Participar de eventos do Centro de Educação Ambiental (CEA);
Visitar o "Bosque das Cerejeiras" no final de julho ou início de agosto, quando há a florada. A comunidade japonesa faz uma festa (o "Hanami") em frente ao bosque, onde, entre outras atrações, há espetáculos de dança e são servidas comidas típicas;
Visitar o Planetário (hoje sendo reformado);
Participar do "Bosque da Leitura" (v. programação aqui) e
Apreciar a obra do artista Kota Kinutani, composta por sete pedras de granito, simbolizando o Sol e os seis Continentes.
Vejam vídeo feito no local, quando da visita (sugiro "clicar" no ícone do "YouTube" para uma melhor visualização):
A seguir, fotos tiradas no parque:
Entrada do estacionamento do parque
Estacionamento
Estacionamento
Homenagem da colônia japonesa
Serralheria
Sanitários
Esquilo subindo numa árvore
Esquilo descendo numa árvore
Esquilo
Quiosque com churrasqueiras
Panorâmica do lago
Obra do artista Kota Kinutani, composta por sete pedras de granito, simbolizando o Sol e os seis Continentes.
Uma das pedras da obra citada acima
Uma das pedras da obra citada acima
Uma das pedras da obra citada acima
Uma das pedras da obra citada acima
Playground
Uma das pedras da obra citada acima
Pista de caminhada/corrida a beira do lago
Panorâmica da pista de caminhada/corrida a beira do lago
Pista de caminhada/corrida a beira do lago
Avifauna local
Avifauna local
Gramado com equipamentos para ginástica
Frequentadores exercitando-se
Sanitários
Saída do parque para a Av. Afonso de Sampaio e Souza
Conjunto de churrasqueiras
Entrada do Parque pela Av. Afonso de Sampaio e Souza, 951
Salão para eventos diversos
Centro de Educação Ambiental (CEA)
Acesso ao CEA
Bebedouros
Planetário
Planetário ao fundo
Aparelhos para ginástica
Salão para treinamento da Guarda Civil Metropolitana e para o "Bosque da Leitura" nos finais de semana
Salão para treinamento da Guarda Civil Metropolitana e para o "Bosque da Leitura" nos finais de semana
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